Uma amostra de um concelho lindíssimo!!!

28
Set 09

 

 

No concelho de Vila Velha de Ródão a alimentação foi durante muitos anos orientada por princípios de frugalidade. Comia-se o que se produzia na horta, na capoeira, ou nos campos. Consumia-se muita sopa de feijão com couve, onde geralmente se cozia enchido e/ou toucinho, feijão frade cozido e misturado com salada de almeirão, sopas de peixe do rio ou peixe do rio frito. Ao meio do dia ou como complemento da sopa, comia-se pão com azeitonas de conserva, queijo, enchido cozido na sopa ou toucinho da salgadeira. As matanças do porco eram ocasião para entregar às salgadeiras os presuntos, chispes e toucinhos, e para enriquecer as chaminés com os suculentos fumeiros de varas de chouriços, paínhos, farinheiras e morcelas. Às refeições servia-se sopa de ossos, sangue da matança, miolada e torresmos.
Nos dias festivos matava-se criação ou gado e faziam-se doces: na Páscoa e nas festividades locais marcavam presença as tigeladas; no Natal as filhozes e os nógados.
Nos casamentos faziam parte do copo d'água o arroz doce, as broas, os biscoitos , as cavacas, as tigeladas, os bolos fintos, a broa enrolada e o pão-de-ló e às refeições serviam-se sopas de boda, cabrito ou borrego guisado ou chanfana.

 

Sopas de Peixe

(eram feitas pelos pescadores quando andavam na faina piscícola)

 
Faz-se um refogado com azeite, cebola, alhos, folha de louro, tomate e poejos. Adiciona-se a água e coze-se o peixe (de preferência barbo). Retira-se o peixe, depois de cozido, para uma travessa, batem-se os ovos com o vinagre e mistura-se ao caldo. Para uma bacia, cortam-se fatias finas de pão duro. Deita-se o caldo por cima do pão e o peixe é retirado para um prato e servido ao lado.
 

Lampreia

(antigamente era vulgar neste zona do rio na época da desova)

Corta-se a lampreia em postas, depois de amanhada, para dentro de um tacho. Seguidamente picam-se duas cebolas, dois dentes de alho, adiciona-se um ramo de cheiros com coentros e salsa, um bocadinho de presunto cortado aos pedacinhos, noz moscada, pimenta, louro, bastante azeite e vinho tinto e vai tudo a cozer em lume brando, numa tacho tapado.
Depois de guisada, deita-se um pouco de vinagre para o sangue da lampreia (previamente retirado) ao qual se adiciona um pouco de molho retirado do tacho, mexe-se e coloca-se no tacho sempre mexendo.
Pode-se acompanhar com arroz branco ou pão torrado em fatias finas.

 

Caldeirada de enguias

Cortam-se as batatas aos quartos para um tacho, junta-se a cebola, o louro, a salsa, umas lasquinhas de presunto, as enguias cortadas, o tomate bem maduro, o azeite e o vinho branco. Depois de estar tudo bem cozido, misturam-se os ovos previamente batidos e serve-se.
 

Sopas de boda

 
Coze-se carne de borrego ou cabrito com um pedaço de presunto e um chouriço. À parte cozem-se maranhos. Quando a carne estiver cozida, junta-se-lhe massa e um ramo de hortelã. Entretanto cortam-se fatias finas de pão duro para uma bacia, por cima das quais se coloca o caldo e a massa. Numa travessa é servida a carne, o presunto e os enchidos cortados em fatias.
 

Feijão frade com salada de almeirão

 
Coze-se o feijão frade. Entretanto miga-se a salada de almeirão em juliana fina e lava-se muito bem para sair o acre. Quando o feijão estiver cozido salga-se e junta-se à salada, adiciona-se algum caldo quente onde se cozeu o feijão e tempera-se generosamente com azeite e vinagre.
 

Cabrito assado no Forno

 
Ingredientes: 1cabrito; 2 cabeças de alho; Cebolas; 5 cabeças de cravinho-da-India; Louro; Salsa; 1l de vinho branco; Lascas de toucinho; Azeite

Na véspera, faz-se uma papa com alho pisado, sal e pimentão e barra-se com ela o cabrito.No dia seguinte, cobre-se o fundo de uma assadeira com cebola cortada em rodelas grossas e coloca-se por cima o cabrito. Rega-se com vinho e juntam-se os restantes ingredientes. Por cima do cabrito colocam-se as lascas de toucinho. Leva-se a assar, de preferência em forno de lenha. Pode acompanhar-se com batatas assadas em quartos.

 

publicado por patrimoniodevvr às 11:37

06
Ago 08

 

(Quercus ilex rotundifolia)

Azinheira centenária junto a Perais
 
Esta árvore possui uma dimensão invulgar para a espécie, sendo a maior do concelho e uma das maiores do país.
 

publicado por patrimoniodevvr às 15:21

 

Serra do Penedo Gordo
 
Na serra do Perdigão, junto à aldeia de Gavião, o Penedo Gordo - ponto de maior altitude do concelho - reserva-nos um cenário especial para a meditação.

publicado por patrimoniodevvr às 15:16

 

 

 
A região das Portas de Almourão, situada entre Sobral Fernando (Proença-a-Nova) e a Aldeia do Xisto Foz do Cobrão (Vila Velha de Ródão), corresponde à garganta do rio Ocreza.
A paisagem, essa continua selvagem, magnificada pelas escarpas quartzíticas, pelas imponentes dobras tectónicas e pelo profundo rasgão na paisagem que é o vale do Ocreza.

 

A diversificada paisagem geológica suporta ecossistemas muito bem preservados, de que se salienta o facto de ser uma importante área de nidificação de aves de rapina, e conta ainda com outras espécies muito importantes como por exemplo, o melro azul, a lontra, o texugo e o esquilo. Do ponto de vista arqueológico, destaca-se a conheira de Sobral Fernando, antiga exploração aurífera romana de aluvião e as lendárias galerias subterrâneas de origem desconhecida que se encontram ao longo da margem direita do Ocreza.
Para desfrutar da beleza desta paisagem deslumbrante, sugere-se a realização do percurso pedestre PR2 – “Segredos do Vale de Almourão” a partir de Sobral Fernando.

 

publicado por patrimoniodevvr às 14:54

Tronco de árvore fossilizado,
encontrado na área do Lucriz junto a Perais

 Tronco de árvore fossilizado
Data, provavelmente, do Miocénico superior (há cerca de 10 Milhões de anos) e pertence à classe das Anonáceas.

 

publicado por patrimoniodevvr às 14:49

Nascida do espírito de união e da partilha de objectivos, a Naturtejo é a entidade que promove o turismo na região integrada pelos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão. Da Raia à Beira Interior, passando pelo Pinhal Interior até ao Alto Alentejo, este é um território de elevado potencial turístico e com inúmeros factores de atracção. Por ser uma região vasta mas homogénea, a Naturtejo oferece uma grande variedade de produtos turísticos, tendo como mais-valia comum a natureza e as excelentes infra-estruturas. Tudo para satisfazer as necessidades e exigências de todo o tipo de visitantes.
GEOPARK NATURTEJO
O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, que une os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, tem como objectivo valorizar os locais que agem como testemunhos-chave da História da Terra, fomentando o emprego e promovendo o desenvolvimento económico regional. O vasto património geomorfológico, geológico, paleontológico, e geomineiro, apresenta elementos de relevância nacional e internacional, de que são exemplos os icnofósseis de Penha Garcia, os canhões fluviais de Penha Garcia, das Portas do Ródão e de Almourão, a mina de ouro romana do Conhal do Arneiro e as morfologias graníticas da Serra da Gardunha e Monsanto.

Para além dos geossítios, o Geopark Naturtejo conta com o Parque Natural do Tejo Internacional e com áreas protegidas no âmbito da Rede Natura 2000 (sítios Gardunha, Nisa e S. Mamede) e das Important Bird Areas (Penha Garcia - Toulões e as serranias quartzíticas do Ródão), que testemunham a sua riqueza ecológica.
Turismo da Natureza
A tranquilidade das águas do Rio Tejo permite a realização de passeios de barco que vão à descoberta da geomorfologia das Portas de Ródão, das colónias de grifos e da Arte Rupestre do Tejo.
Em plena Rota dos Fósseis (Penha Garcia) e Rota das Invasões (Vila Velha de Ródão) podem encontrar-se escolas de Escalada, que garantem adrenalina ao máximo nas suas actividades, que vão desde a escalada desportiva ao slide, nos quartzitos, e do paintball e TT nas serras do Ródão ao hipismo, nas rotas do contrabando que cruzam o Sinclinal, em Penha Garcia.

 
O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional é um conceito de turismo novo em Portugal. Este território aposta na leitura e usofruto de uma paisagem ímpar e incólume, caracterizada por planícies extensas por onde irrompem cristas quartzíticas, formando poderosas muralhas naturais só vencidas em cénicas gargantas pelas águas de caudalosos rios. A Geologia diversificada, que confere à região inúmeros locais de profunda beleza natural, serve de ponto de partida para a descoberta de ecossistemas preservados, de uma riquíssima História e de tradições milenares, onde o visitante é sempre recebido como um amigo. É toda esta riqueza bem guardada que começa a ser dada a conhecer através do Geopark Naturtejo.

publicado por patrimoniodevvr às 13:39

 
Vila Velha de Ródão possui duas zonas industriais: uma totalmente ocupada, onde na última década se fixou cerca de uma dezena de empresas de pequena e média dimensão, nas áreas da transformação de madeiras, da mecânica, construção civil e serralharia artística, entre outras; uma outra em fase de instalação das empresas.

Portucel
   Portucel
Para além destes sectores, encontramos ainda em Ródão uma fábrica de pasta de papel - a Portucel Tejo - aqui implantada na década de 70, uma empresa de extracção de óleos e de produção de energia "verde" a partir de biomassas florestal e da indústria alimentar - a Centroliva -, e empresas ligadas ao fabrico de queijo e enchidos.

Zona Industrial nº 1 de                                    Vila Velha de Ródão
   Zona Industrial nº 1 de
   Vila Velha de Ródão
No que respeita a actividade comercial, importa referir a existência no concelho de Vila Velha de Ródão, de mais de meia centena de estabelecimentos comerciais, na sua maioria de comércio a retalho, seguindo-se os restaurantes e cafés.

publicado por patrimoniodevvr às 13:26

 
Azeitona
   Azeitona
A geologia do concelho de Ródão, marcada pela presença de afloramentos quartzíticos e terrenos constituídos por xistos e arcoses, resulta em solos pouco produtivos do ponto de vista da produtividade agrícola, dedicando-se os agricultores principalmente ao cultivo da oliveira. As principais produções agrícolas do concelho são assim a azeitona, os produtos hortícolas, as frutas, os cereais e a batata.

Cooperativa de Vila Velha de Ródão
   Cooperativa de Vila Velha de Ródão
No Inverno os extensos olivais do concelho vestem-se de negro e cobrem-se de panais, as sacas enchem-se de azeitonas galegas e cordovis, as primeiras moídas para azeite e as segundas temperadas para conserva, existindo já certificação para azeite produzido a nível concelhio com Denominação de Origem Protegida (DOP), bem como olivais a serem geridos integralmente em modo de produção biológica.

Rebanho
   Rebanho
Na floresta predomina o pinheiro bravo e o eucalipto, seguindo-se o sobreiro e a azinheira. Os incêndios florestais têm vindo, nos últimos anos, a devastar grande parte desta riqueza natural. No que concerne ao sector pecuário, assiste-se hoje a um crescendo na produção de ovinos, seguindo-se os caprinos, os suínos e os bovinos. A apicultura também é uma actividade com grandes potencialidades a nível local, dadas as excelentes condições proporcionadas pela flora da região.
Nalgumas Zonas do Concelho, foram facultadas novas oportunidades às culturas extensivas de regadio nomeadamente com a construção da barragem hidroagrícola da Coutada/Tamujais, e até experiências alternativas de pecuária, como a exploração de avestruzes.
Criação de Avestruzes
   Criação de Avestruzes

Barragem hidroagrícola da Coutada Tamujais
   Barragem hidroagrícola da Coutada Tamujais

 

publicado por patrimoniodevvr às 13:24

Fauna

Peixes - Barbo, boga, carpa, lúcio, achigã, enguia, peixe-rei, bordalo, lagostim, perca e tenca.
Barbo, boga e bordalo
   Especies locais


 

Aves - Foram recentemente observadas na região das Portas de Ródão

116 espécies de aves, muitas delas consideradas ameaçadas e algumas raras,

das quais destacamos as seguintes: cegonha-preta, milhafre-real, abutre-preto,

águia-perdigueira, narceja, bufo-real, ferreirinha-serrana e papa-moscas.

É possível observar na mesma zona grifos (que ali formaram a maior colónia do país),

 

milhafres-pretos, gaviões, águias-perdigueiras, andorinhas das rochas e melros azuis.


Chapim azul                                    Parus caeruleus
 
   Chapim azul
   Parus caeruleus
 
Grifo                                    Gyps fulvus
   Grifo
   Gyps fulvus
Grifo                                    Gyps fulvus
   Grifo
   Gyps fulvus
Guarda rios                                    Alcedo atthis
 Guarda rios
   Alcedo atthis
 

 

Dado que se trata de uma Zona com baixa densidade populacional, é possível encontrar ainda uma densidade assinalável de mamíferos em estado selvagem, como o javali, o veado, a raposa, o ginete, a lebre , o coelho, o saca-rabos, o gato bravo e as lontras (raras).

 

Flora

Arbustos - Folhado, sanguinho das sebes, aroeira, esteva, giesta, rosmaninho, zimbro,

murta, medronheiro, urze, alecrim, carrasqueiro.

Árvores - Azinheira, sobreiro, pinheiro bravo, oliveira, eucalipto, amieiro, choupo branco,

 

choupo negro, freixo, salgueiro branco, salgueiro comum.


 
 
Dedaleira                        Digitalis purpurea 
 
   Dedaleira
   Digitalis purpurea
Lírio amarelo dos montes                                    Iris xiphium lusitânica
   Lírio amarelo dos montes
   Iris xiphium lusitânica
Cardo de ouro                                    Scolyonus hispanucus
   Cardo de ouro
   Scolyonus hispanucus
 
Rosa albardeira                                    Paeonia mascula
   Rosa albardeira
   Paeonia mascula
Morrião azul                                    Anagollis foemina
   Morrião azul
   Anagollis foemina
Rosa albardeira                                    Paeonia mascula
   Rosa albardeira
   Paeonia mascula
 

publicado por patrimoniodevvr às 12:40

Rio Ocresa próximo de Sarnadinha
   Rio Ocresa próximo de Sarnadinha
O rio Tejo nasce em Espanha, na Serra de Albarracin, e termina o seu percurso, de 1100 Km, em Lisboa. Na sua passagem por Vila Velha de Ródão, veneram a sua magnitude as Portas de Ródão, imponente formação rochosa do período ordovícico.

A ele deve o concelho de Vila Velha de Ródão grande parte da sua riqueza patrimonial e natural. No seu leito repousa o Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo; nas suas margens foram descobertos vestígios pré-históricos de interesse nacional.

Durante muito tempo navegável, o Tejo desempenhou um importante papel nas ligações entre Portugal e Espanha e entre Lisboa e a Beira Baixa. Em 1875 ainda existia um fluxo comercial, entre Ródão e Abrantes, que envolvia 278 embarcações.

Rio Ponsul
   Rio Ponsul
Igualmente importante foi a estrada pastoril, que atravessava o rio Tejo e que contribuiu para o desenvolvimento tanto da Beira como do Alentejo. Até à construção da ponte metálica sobre o rio, em 1888, os animais em transumância atravessavam o rio em barcas construídas para o efeito, levando no Verão os animais para os frescos pastos da Serra da Estrela e no Inverno no sentido inverso, em direcção à planície alentejana.

Fazem parte da bacia hidrográfica do rio Tejo, nesta região, os rios Ocresa e Ponsul: o primeiro separa Ródão de Proença-a-Nova e o segundo marca a fronteira com o concelho de Castelo Branco.

Rio Tejo próximo de Perais
   Rio Tejo próximo de Perais
A paisagem das margens destes rios é constituída por relevos rochosos, com terraços de olival, cobertos com flora da região. Nestes rios navegam ainda botes, barcos típicos de madeira utilizados pelos pescadores para a faina piscatória e para deslocações e passeios.

Actualmente o rio forma uma albufeira limitada pelas barragens de Cedillo (Espanha) e Fratel tornando-se, por isso, um apetecível local para a prática de desportos náuticos. A Câmara Municipal construiu recentemente um moderno cais, a fim de proporcionar aos apreciadores desta modalidade as condições necessárias para a sua prática.

 

publicado por patrimoniodevvr às 11:05
sinto-me:

Setembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
29
30


subscrever feeds
arquivos
2009

2008

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO